7 de junho de 2010
Notícias Insólitas - Vol. IV
Sydney, Australia:
Farta do desperdício que os seus clientes deixavam nos pratos, Yukako Ichkawa, decidiu obrigar todos os frequentadores do seu restaurante japonês a "rapar" os pratos.
E a regra é tão séria, que quem não cumprir, paga uma multa e nunca mais pode voltar a pôr os pés no dito restaurante.
Os glutões que cumprirem o estipulado, têm direito a 30% de desconto no valor final.
in "Mundo Louco", Correio da Manhã, 07-06-2010
Para mim, não era problema nenhum, até ia lá mais vezes!
2 de junho de 2010
Notícias Insólitas - Vol. III
Sydney, Australia:
Os donos do gato persa Kimba não ganharam para o susto, quando descobriram que o felino foi lavado na máquina junto com a roupa suja. Tinha entrado sem a dona ver, e misturou-se com o resto da roupa. De certo que lhe pareceu um local quente e fofo para dormir uma soneca, mas não podia estar mais enganado.
Saiu da máquina encharcado e a cambalear, mas, depois de visto pelo médico veterinário, tudo estava bem.
Não ganhou para o susto.
Será que os gatos têm mesmo sete vidas?
Kimba deve estar a pensar: "Menos uma. Só faltam seis..."
in "Mundo Louco", Correio da Manhã, 02-06-2010
31 de maio de 2010
Fettuccine al Tonno Piccante
O clássico Spaghetti al Tonno, mas com truque.
Para 2 pessoas:
Massa:
- 200 a 250g de Fettuccine - pode ser substituida por esparguete ou fusilli
- 3 colheres de sopa de Azeite
Molho:
- 2 latas de atum ao natural - pode ser usado atum em óleo, desde que bem escorrido
- 6 colheres de sopa de Polpa de tomate
- 1/2 colher de sopa de Molho picante Mexicano "Chile Habanero"
- 100mL de Leite de Coco
- 1 dente de alho picado finamente
- 1/2 cebola picada (se a cebola for grande, usar apenas 1/4)
- Fio de Azeite
Facultativos
- 2 a 3 colheres de sopa de Pickles (couve-flor, cenoura, pimento, etc.) picados grosseiramente - facultativo, mas melhora a textura final e o sabor do molho
- Queijo Mozzarela ralado (a gosto)
Ora então vamos lá:
Cozer a massa num em muita água e sal (a água salgada demora mais tempo a fever, portanto adicionar o sal só depois da água já estar a ferver). A massa deverá ficar al dente, portanto é necessário manter um controlo regular.
Enquanto a massa coze, retira-se o atum das latas e, com um garfo, desfazê-lo para não ficar com pedaços grandes.
Numa frigideira, colocar um fio de azeite, aquecer o alho e a cebola até esta ficar translúcida. Em lumbe brando, senão vai queimar o alho.
Adicionar o atum, misturar com o alho e a cebola, e deixar cozinhar por 2 minutos mantendo o lume brando, mexendo sempre.
Juntar a polpa de tomate, o molho picante e os pickles.
Misturar bem todos os ingredientes. Após 2 minutos, adicionar o leite de coco e mexer de novo, até a cor do molho ficar uniforme.
Deixar mais dois minutos no lume, mexendo sempre para não queimar. Após misturar o leite de coco, o molho deverá ficar com uma tonalidade alaranjada.
Quando a massa estiver cozida al dente, escorrer bem e voltar a metê-la no tacho onde foi cozida. Deitar em fio o equivalente a 3 colheres de sopa de azeite e envolver a massa. Vai impedir que se cole e fica com um aspecto brilhante.
Servir colocando a massa num prato e o molho por cima. Polvilhar com mozzarella ralado a gosto.
De comer e chorar por mais!
Aconselho a fazer o dobro da receita, pois estou a salivar só de escrever isto, e não me importava nada de comer isto outra vez ao almoço. Mas comi tudo ontem...
Quanto ao picante, esta receita pode obviamente ser ajustada. Neste caso, o picante é medio mas perfeitamente suportável. Ou seja, aquece a boca e pode fazer a temperatura do corpo subir um bocadinho...
Se não tiverem Molho Chile Habanero, pode ser substituido por outro, desde que conheçam a sua força para poderem adaptar sem correr o risco de não colocar suficiente (pode-se comer mas não é a mesma coisa) ou colocar demais (intragável sem um carro de bombeiros à disposição para apagar o fogo).
5 de maio de 2010
Machete - Agora com trailer a sério
Para quem não conhece o Machete, aqui está um post mais antigo que explica tudo.
Só nos resta esperar, mas entretanto, podemos entreter-nos com o trailer real do filme:
De notar o rol de actores bem conhecidos, quer dos filmes anteriores de Tarantino e Rodriguez, quer do cinema em geral.
14 de abril de 2010
Dia Mundial do Café
"A história do café começou no século IX. O café é originário das terras altas da Etiópia (possivelmente com culturas no Sudão e Quênia) e difundiu-se para o mundo através do Egito e da Europa. Mas, ao contrário do que se acredita, a palavra "café" não é originária de Kaffa — local de origem da planta —, e sim da palavra árabe qahwa, que significa "vinho", devido à importância que a planta passou a ter para o mundo árabe.
Uma lenda conta que um pastor chamado Kaldi observou que suas cabras ficavam mais espertas ao comer as folhas e frutos do cafeeiro. Ele experimentou os frutos e sentiu maior vivacidade. Um monge da região, informado sobre o fato, começou a utilizar uma infusão de frutos para resistir ao sono enquanto orava.
O conhecimento dos efeitos da bebida disseminou-se e no século XVI o café era utilizado no oriente, sendo torrado pela primeira vez na Pérsia.
Na Arábia, a infusão do café recebeu o nome de kahwah ou cahue (ou ainda qah'wa, do original em árabe قهوة). Enquanto na língua turco otomana era conhecido como kahve, cujo significado original também era "vinho". A classificação Coffea arabica foi dada pelo naturalista Lineu.
O café no entanto teve inimigos mesmo entre os árabes, que consideravam suas propriedades contrárias às leis do profeta Maomé. No entanto, logo o café venceu essas resistências e até os doutores maometanos aderiram à bebida para favorecer a digestão, alegrar o espírito e afastar o sono, segundo os escritores da época."
in Wikipedia
Hoje comemora-se o Dia Mundial do Café. Nada melhor para marcar a data, do que um pequeno texto sobre a sua origem, e aproveitar a beber um... quer seja Expresso, Cappucino, Mochaccino, Café Latte, Machiatto, Café au Lait, Café Mocha, ou qualquer outra combinação.
Já agora, deixo aqui um link (retirado do site www.espressoplanet.com) com algumas receitas de bebidas com café, para quem quiser experimentar.
7 de abril de 2010
Notícias Insólitas - Vol. II
Os 7 maiores roubos de sempre
Não estou a falar dos mais rentáveis, estou mesmo a falar dos maiores... as maiores coisas alguma vez roubadas.
A lista é curta mas impressionante:
7. Um sino com 1.360Kg

6. Uma praia (daquelas com areia)

5. Um tanque M60 Patton de 57 toneladas

4. Uma ponte

3. Uma igreja

2. Um petroleiro, completamente cheio

1. O Empire State Building

Impressionados? Todos os detalhes aqui.
Notícias Insólitas - Vol. I
Podem aparecer de inúmeros lugares, e sempre que possível, citarei a sua fonte. E acreditem, há por aí muita gente maluca....
Ora aqui vamos nós!
Mulheres tentam entrar em avião com familiar morto
Na tentativa de poupar £3000 (libras inglesas, ou GBP) pelo transporte do morto no porão do avião, sentaram o familiar falecido numa cadeira de rodas, com uns óculos na cara e chapéu na cabeça, e disseram que estava a dormir.
Obesidade na prisão, não!
O director de uma prisão (não fixei onde) achou que os detidos estavam a engordar, por não fazerem nada o dia todo, sem ser ver televisão.
Então, teve a ideia de ligar as TV existentes a uns dínamos acoplados a bicicletas fixas, que produzem a electricidade necessária para a TV quando se pedala.
Queres ver TV? Então dá às pernas!
in Correio da Manhã, 07-04-2010
25 de março de 2010
Parabéns, Tarantino!
Descobri por acaso que o grande Quentin Tarantino faz anos este sábado, 27 de Março.
47 velinhas (mas quem é que está a contar?)
Nasceu a 27 de Março de 1963, em Knoxville Tennessee, mede 1,85m, tem um QI de 160, e é descendente de Italianos, Irlandeses, e indios Cherokee.
Normalmente, não faz comentários sobre os filmes que está a pensar fazer, mas, ao contrário do habitual, já afirmou que Beatrix Kiddo (para quem não sabe, a Noiva de Kill Bill) vai voltar ao grande ecrã em 2014.
Eu sei que faltam 4 anos, mas para mim, podia ser já amanhã...
19 de março de 2010
Dia do Pai - 19 de Março
E, em jeito de Alice no País das Maravilhas, "clica-me!".
3 de março de 2010
Alice in Wonderland
Estreia amanhã mais uma versão desta tão conhecida história de Lewis Carroll, desta vez pela mão do (na minha opinião) fantástico realizador Tim Burton. Mas, desta vez, a história é reinventada: Alice tem agora 19 anos, e retorna ao mundo de fantasia da sua infância para cumprir o seu verdadeiro destino.
Outra razão para ver o filme é o Mad Hatter ("Chapeleiro Louco"), que é representado por, nem mais nem menos, Johnny Depp.
Esta é a sétima participação de Johnny Depp em filmes de Tim Burton, sendo que as outras seis são:
- Sweeney Todd (2007)
- Corpse Bride (2005)
- Charlie and the Chocolate Factory (2005)
- Sleepy Hollow (1999)
- Ed Wood (1994)
- Edward Scissorhands (1990)
Outra actriz repetente é Helena Bohnam Carter, no papel de Red Queen. Para além de casada com Tim Burton, participou também nos filmes "Sweeney Todd", "Corpse Bride", e "Charlie and the Chocolate Factory".
Em relação a Alice, é representada por Mia Wasikowska, e pelo burburinho na inter-rede, parece que se adapta muito bem ao papel. De acordo com a página do IMDB, está agora a trabalhar com Gus Van Sant, e prevê-se a sua participação no filme "Jane Eyre" em 2011. Será a rampa de lançamento para uma carreira de sucesso, ou uma One Hit Wonder? Só o tempo o dirá.
Entretanto, resta-nos ver o filme a partir de amanhã, nas salas de cinema portuguesas.
28 de fevereiro de 2010
Sakura
Este é na Rua Sousa Martins, mesmo ao lado do Fórum Picoas. O restaurante Sakura apresenta-se como o maior restaurante japonês em Portugal e o espaço é de facto grande, mas não sei até que ponto poderá ser o maior. As empregadas estão vestidas com os tradicionais kimonos, mas apesar disso ficámos com a sensação que estávamos num restaurante chinês, com comida japonesa…
O esquema do restaurante é igual aquele que predomina em restaurantes deste tipo… Paga-se 16€ por pessoa e depois é comer até não caber mais nada. É-nos dada uma folha com números onde podemos marcar até 5 variedades de cada vez. Entregamos a folha, esperamos, comemos, fazemos mais uma folha, esperamos…. Este esquema em conjugação com a pouca frequência com que nos vêem pedir a folhinha, faz com que a refeição seja longa e com grandes tempos de espera.
Bom, em relação à comida, o sashimi era bom, os nigiris tinham arroz em excesso (o costume…) e o sushi era razoável. Acabamos por fazer uma refeição maioritariamente de sashimi, o que é sempre bom. No fim experimentamos pato e vaca na chapa e mais uns cogumelos. A qualidade da carne era bastante boa e soube bem rematar a refeição com qualquer coisa quente.
Resumindo, é mais um japonês à descrição… Como comparação, acho que o arroz é melhor que o Osaka, mas acho difícil um restaurante de comida à descrição conseguir servir sushi com a qualidade do Aya. Mas pode ser que "inventem" um japonês assim.
Sakura
213574151
Rua Sousa Martins, nº 7 C
Lisboa-Picoas
Homens que Matam Cabras só com o Olhar

Sinópse:
O repórter Bob Wilton anda à procura do seu próximo "furo" quando conhece Lyn Cassady, uma sombria figura que afirma fazer parte de uma unidade experimental do Exército Americano. Segundo Cassady, o New Earth Army está a mudar a forma como as guerras são combatidas. Uma legião de "Monges Guerreiros", com poderes psíquicos sem paralelo, consegue ler os pensamentos do inimigo, atravessar paredes e mesmo matar um bode só de olhar para ele! Agora, o fundador do programa, Bill Django, desapareceu e a missão de Cassady é encontrá-lo. Intrigado pelas “histórias da carochinha” de Cassady, Bob decide impulsivamente segui-lo. Quando a dupla descobre Django num campo de treino clandestino, liderado pelo renegado médium Larry Hooper, o repórter vê-se no meio de um diabólico duelo entre as forças do New Earth Army de Django e a milícia pessoal de super soldados de Hooper. E para sobreviver a esta louca aventura, Bob terá de vencer um inimigo que nunca julgou poder existir.
Bem.. a primeira coisa que me ocorre dizer é: Bons tempos em que iamos às sessões das 14h aos dias de semana e tínhamos a sala só para nós... ou melhor... o tempo em que o Monumental tinha a sessão da manha que, regra geral, estava às moscas...! Bons tempos... Agora temos que ir no mesmo horário que todo o mundo, e temos que ouvir as gargalhadas "fora de sitio" de montes de gente.
Quanto ao filme.. é muito bom! Não quero estragar o filme a ninguém, e por isso não vou adiantar muito. Mas posso dizer que é uma comédia fora do normal, com um tipo de humor especial de tão absurdo. Resumindo, são quase 2 horas de descontracção e bom humor. Recomendo.
Nota: Eu que não sou grande fã do George Clooney, mas tenho que reconhecer que ultimamente tem estado em grande..:)
http://www.themenwhostareatgoatsmovie.com/#home
27 de fevereiro de 2010
O Anexo e A Lenda da Moira Encantada (revisitada)
Tínhamos combinado jantar por perto do Teatro de Bolso, mas surgiu a ideia de experimentar um sitio que seria novo para nós… O Anexo. O espaço é pequeno… Tem uma ou duas mesas no piso de cima e mais uma série delas na cave. Apesar de estarmos numa cave, as cores da sala tornam o espaço agradável.
Este restaurante serve principalmente pizzas e massas, mas para além destes pratos serve pão… Sim, pão… E o pão é uma delicia. Pão com queijo, frango, banana, caril, atum, tomate… Enfim, qualquer coisa que consigam imaginar. Estes pães são feitos misturando a massa ainda por cozer com os ingredientes, indo de seguida ao forno. O resultado é excelente e ficamos com vontade de fazer este tipo de coisas em casa. Comemos também uma pizza e seguimos caminho para o teatro.
Sobre A Lenda da Moira Encantada basta dizer que é mesmo rir do principio ao fim. As personagens estão muito bem conseguidas, sendo que a minha preferida foi sem dúvida a empregada… Ainda me riu só de pensar naquela personagem a falar do "produto" e do "fármaco"... A forma como imitam a pronuncia Setubalense é algo de espectacular. Só de ouvir ficamos com uma vontade incontrolável de rir.
Valeu sem dúvida a pena... Há muito tempo que não me ria tanto.
25 de fevereiro de 2010
The Wolfman (2010)
Jantar no restaurante japonês Hong Sha Long, que já conhecemos, que de japonês tem pouco, só mesmo a comida. Mas é bom e barato o suficiente para lá voltarmos repetidamente, quando vamos para aqueles lados...
Mas o post é sobre o filme, portanto voltemos a ele.
No geral, achei o filme fraco.
Um rol de actores que inclui Anthony Hopkins, Benicio Del Toro, Emily Blunt e Hugo Weaving (o conhecido Agent Smith dos filmes "Matrix", ou como Elrond, pai de Arwen, nos "Senhor dos Anéis") prometia mais.
A partir deste ponto não me responsabilizo por estragar o filme a alguem, com base nas descrições que possa colocar aqui.
Quem quiser ver o filme sem saber mais nada, fique-se por aqui, e volte mais tarde.
Considerem-se avisados.
Alguns aspectos da história foram mal desenvolvidos, ou ficaram inteiramente por desenvolver.
Percebe-se muito rapidamente e cedo na história que Sir John Talbot (Hopkins), o pai de Lawrence Talbot/The Wolfman (Del Toro) é também ele um lobisomem, embora ele só o admita directamente muito mais para o fim do filme.
A relação de Lawrence com Gwen (Emily Blunt) é um bocado estranha: num momento é inexistente, no seguinte são os maiores amantes do mundo.
Até a pesquisa que Gwen efectuou, na esperança de encontrar uma cura para a licantropia (termo clínico para definir a condição de lobisomem), foi rápida e inconsequente. Esperava-se uma dedicação mauis intensa, seguida de uma frustração total em doscobrir que a única cura é a morte. Mas no filme não se vê nada disso.
Tirando o mau, ficou pouca coisa boa: os ataques do lobisomem são de facto assustadores, os flashes/visões de Lawrence antes de se aperceber no que tornou não se conseguem ignorar, e a transformação homem/lobo é adequada às capacidades digitais e de caracterização do cinema de hoje.
Só de notar que essa transformação homem/lobo é um pouco menos literal do que eu estava à espera. Basicamente, as mãos e pés tornam-se em garras e patas de lobo, mas o resto do corpo apenas desenvolve pelos (muitos pelos!) e a musculatura. Este "lobo" pode andar de pé como um humano, mas pode correr com as quatro patas, dependendo do terreno e da velocidade que pretende atingir.
No fim, fiquei com uma ideia de um filme da década de 40, na altura em que proliferavam os filmes de lobisomens, vampiros, e outras criaturas do género.
Depois de uma pesquisa, concluí que, de facto, este filme é um remake do original de 1941 (wikipedia, IMDB), o que explica algumas das "falhas" deste filme, que agora são mais parecidas com características herdadas do original, do que propriamente problemas de guião ou de realização. Com isto, subiu um pouco na minha consideração.
É um filme a ver, mas só quando não estiver a dar mais nada na televisão.
18 de fevereiro de 2010
Aya e David Lynch
O restaurante está dividido em duas partes:
- No piso 0, a parte mais "japonesa" do restaurante, com duas salas privadas, mesas normais, e à la carte. É também o mais caro. Pelo que me disseram, existem algumas entradas que vão para os 20€...
- No piso -1, o restaurante de "tapete", ou "sushi de comboio". Esta parte é mais acessível ao bolso do comum português. Foi a este que fomos comer.
A primeira coisa que me chamou à atenção, foi o preço. Ou melhor, o cálculo do valor a pagar.
Em todos os outros restaurantes japoneses de tapete a que tinha ido, o preço era fixo, só se pagavam as bebidas à parte.
O Aya apresenta uma metodologia diferente: os diferentes tipos de sushi são colocados em pratos diferentes, e de acordo com a cor do prato, assim é o preço desse prato. No fim, soma-se tudo.
Diga-se que não gostei muito deste método, porque, quer se queira quer não, está-se sempre a fazer contas de cabeça, e a comer os pratos mais baratos para depois no fim se cometer uma ou outra extravagância mais cara. É estranho, e distrai do verdadeiro propósito: apreciar o sushi.
E por falar nele, vamos ao que gostei.
Sem dúvida, sushi irrepreensível em todos os aspectos. As fatias de sashimi eram tão grandes, que quase pensei que eram postas inteiras de peixe! Para além da apresentação ser mais cuidada, o sushi é mesmo bom. Só não consigo decidir se é ou não melhor do que o que servem no Osaka, um outro restaurante japonês na zona do Saldanha, onde já fomos algumas vezes. Nota-se perfeitamente a diferença no sabor. Acho que é do arroz...
O tapete passa junto às mesas, mas este está protegido por um túnel de acrílico, para prevenir contra espirros, tosse, toques indesejados por outras pessoas... uma escolha higiénica, a meu ver bem implementada. Quando o prato que pretendemos passa perto da mesa, desliza-se a portinha para cima, retira-se o prato para a mesa e fecha-se a porta.
Do lado oposto do tapete, estão os funcionários, a preparar a comidinha que tanto gostamos, e a abastecer o tapete, mesmo diante dos nossos olhos. Dá para apreciar a destreza com que montam os hosomaki, os nigiri, temaki, e tudo o mais. Dá fome só de ver.
Tivemos que entrar no restaurante para apanhar uma mesa que desse para 6 pessoas, porque só existem 3 mesas para grupos. Todos os outros lugares sentados são ao balcão, de frente para o tapete.
Por motivos de força maior, um dos casais atrasou-se. Não há problema (pensávamos nós), já estamos sentados, esperamos um bocado.
O senão é que, ali a 20 centímetros, estava a passar sushi do melhor, e nós com água na boca, a salivar.
A isto chama-se tortura. TORTURA!!!
Resistimos durante um bocado, mas depois tivemos de comer qualquer coisa, só para aliviar a ansiedade e aguentar mais um pouco até chegarem os restantes membros do grupo.
Resumindo, é um restaurante para visitar de novo.
Em dias normais, o tapete é mais que suficiente.
Para cometer uma extragavância (por ocasião de um 100º aniversário, 75 anos de casados, ou 1º prémio no €uromilhões), é ir ao Piso 0, pedir uma sala, e comer o que apetecer.
No fim disto tudo, um filmezito do David Lynch: "Lost Highway".
Não conhecia, mas pelos vistos já tem um monte de anos.
E é o que se pode esperar de um filme deste gajo: ver até ao fim, e ficar a perceber o mesmo. Mas gosto deste tipo de filmes, pois dá origem às mais variadas interpretações, e a discussão é animada. Ou seria, não fossem já umas 4 da manhã, e o cérebro estar já a dizer "vai-te mas é deitar, pá!".
Gostei mais deste filme do que do Mulholland Drive. Mas, em defesa desse, os pedaços que vi (aos slides) somava cerca de emtade do filme, portanto não posso emitir nenhuma opinião precisa.
PS:
Esta é uma mensagem especial, dirigida a qualquer serviço secreto que me queira interrogar.
Não se dêem ao trabalho de me dar porrada, arrancar-me as unhas, injectar-me com pentotal de sódio, ou qualquer outra dessas dispendiosas e elaboradas técnicas de tortura.
Ponham um tapete de sushi a passar-me à frente, que eu conto tudo.
17 de fevereiro de 2010
Dias dos Namorados – 14Fevereiro 2010
Workshop de Danças de Salão+Workshop de Relaxamento para Casais
Mais um dia dos namorados, mais um ano…eu e o Pedro já assistimos a 11 dias dos namorados juntos…já estamos um bocado cansados da cena do restaurante a abarrotar, das rosinhas, das músicas foleiras, das bonecadas a dizer I Love You, etc e tal.
Prendas…bem também nos deixámos disso…prendas é quando nos apetece e “mai nada”!
Mas surgiu a hipótese de fazermos uns workshops engraçados…o ano passado fizemos um de relaxamento para casais…e foi muito bom…este ano além de relaxamento, antes ainda dar uns passitos de dança…pareceu-me muito bem.
1º passo de dança – convencer o Pedro a dançar J
Foi bem mais fácil convencê-lo a ir do que eu pensava…mas fui logo avisada que só ia porque gosta muito de mim e quer que eu me divirta, e que era melhor ir protegida contra pés de chumbo.
Ok ok! Tudo bem….desde que a gente se divirta he he he.
E lá fomos nós…e foi muito giro. Rumba e Cha cha cha…anda para aqui e anda para acolá…ao som de músicas que pronto…não serão da nossa maior preferência…mas foi muito divertido.
O Pedro portou-se muito bem mesmo, aliás, este menino anda a perder-se, ele tem jeito para a dança e anda a reprimir-se desta forma, não pode ser!
Depois de uma canseira a dançar, chegou a hora de relaxar…
O Workshop de Relaxamento para Casais, com direito a mantinha e lenço/cachecol como acessório, foi muito bom, teria sido melhor se o meu querido namorado não tivesse no lugar das mãos dois blocos de gelo…cada vez que me tocava em vez de me relaxar fazia-me arrepiar de frio espinha abaixo e espinha acima, resultado, não relaxei muito mas aprendemos as técnicas necessárias para reproduzir o workshop em casa num dia em que ele tenha as mãos mais quentinhas.
Aparte das mãos frias do Pedro, valeu a pena sair de casa num dia tão frio como o de Domingo de Dia dos Namorados.
Espero que para o ano haja mais :)Experiência.. Passage to Índia
Perto das 8e30 chegamos ao restaurante onde encontramos o dono à porta, que, com aquele sotaque típico e sem perder o sorriso, nos diz: ”desculpa… Houve um problema de electricidade.. Desculpa!”… (Oh não... O meu Biryani…!) Desconsolados, e sem vontade de voltar para casa e inventar um jantar, andámos às voltas por Lisboa à procura de um sitio onde jantar.
Quando demos por nós estávamos perto do Saldanha, e pensámos os dois instintivamente: “já que não temos Biryani, vamos comer sushi à bruta…(lol)”, com o Osaka, e o seu menu buffet, em mente. Sinceramente, não posso dizer que seja grande fã do Osaka, mas neste momento é o que apetecia...e estávamos tão perto…!
Decididos, lá fomos… No caminho, mesmo mesmo encostado aos cinemas 222, encontramos o “Passage to Índia”, um restaurante indiano com um ar interessante...! Desistimos do Osaka, e optamos por este… afinal, o que nos tinha feito sair de casa tinha sido o desejo por comida indiana…!
Entrámos, e de facto este restaurante prometia… decoração interessante, diferente do típico indiano, mas com muito bom gosto... empregado atencioso e muito prestável, enfim, neste momento estávamos convencidos de ter encontrado a alternativa perfeita ao nosso cantinho especial.
Experimentámos uma entrada, recomendada pelo simpático empregado, e de facto era excepcional! Era uma mistura de chamuça com legumes e uns frutos… hmmmm, delicioso! Maravilhados com a entrada, tínhamos a expectativa no máximo! Para prato principal pedimos Biryani (Claro…) para ele, e uma suposta especialidade da casa picante para mim (enfim, não me lembro do nome, e esta foi a melhor descrição que consegui..lol)…
Devo dizer, que esta foi das mais fracas experiências de indiano que já tivemos… Não quero ser injusta, mas o Biryani era pouco melhor do que o arroz à valenciana servido na cantina do IST à sexta feira (dia de juntar restos da semana)…
A minha especialidade picante, era…. Picante, sim senhor, mas sem graça nenhuma… sem aquele cheirinho, aquele molho e aquelas cores, que fazem da comida indiana uma experiência única…!
Resumindo, este restaurante, à parte da entrada magnífica, foi uma desilusão pegada…. Nem o lachi escapou! O lachi é daquelas coisas que não podem correr mal… pode ser mais aguado, mais doce, menos doce… agora não pode correr mal…! Desenganem-se… ali pode! Experimentem beber polpa de manga directamente da lata original, mesmo com aquele sabor a lata…
Enfim, um restaurante engraçado, com uma entrada deliciosa, e com promessas que se revelaram vazias... No fim, o que ficou foi a vontade de comer Biryani!
13 de fevereiro de 2010
A Lenda da Moira Encantada

Nunca tinha ido a esta sala e julgo que o nome não podia estar tão indicado para o local como está.
9 de fevereiro de 2010
"You’ve F*cked with the wrong Mexican"
Foi filmado no Outuno passado nas instalações do Troublemaker Studios em Austin, Texas, e parece que a FOX ganhou a batalha contra a Lionsgate e a Paramount pelos direitos de distribuição do filme.
O filme conta com Danny Trejo no papel principal, e a ele juntam-se Michelle Rodriguez, Jessica Alba, Robert DeNiro, Don Johnson, Cheech Marin, Steven Seagal e Lindsay Lohan. O elenco mais ecléctico de que tenho memória.
Umas simples contas de cabeça:
- Please, father! Have mercy!
- God has mercy... I don't!
BLAAAM!!!!
Há alguma coisa melhor que isto???
Está previsto sair a 16 de Abril. Até lá, resta-nos esperar.
Trailer no Youtube
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8 de fevereiro de 2010
Jardim doSentidos
Visto da rua, o Jardim doSentidos parece um pequenino restaurante dedicado a boa comida.
A primeira vez que lá fui (para comprar um voucher em jeito de prenda de Natal), passei mesmo à porta e nem o vi, e depois andei quase 20 minutos a pé, de GPS na mão, escada acima, rua abaixo, à procura do raio do sítio...
Mas esta pequena pérola no meio de Lisboa (zona da Praça da Alegria) esconde muito mais do que um jantar. No menu estão, não só a comida exclusivamente vegetariana, mas uma série de terapias especialmente escolhidas para transformar a simples ocasião numa experiência excelente, desde que se entra nas instalações, até que se sai porta fora. Massagens a la carte de todo o tipo, Yoga, Reiki, Shiatsu, Chi Kung, e muitas outras coisas, e depois, uma ementa de fazer crescer água na boca.
Como disse, o espaço parece pequeno, mas não é. Após a zona de entrada, onde podemos comprar tudo desde chás, incensos e queimadores, até livros e mais algumas coisas, chegamos à zona de mesas propriamente dita. Assim a olho, capacidade para 60/70 pessoas. Depois, passamos uma porta para uma zona exterior coberta. Os cinzeiros em cima das mesas indicam claramente que esta é a zona para fumadores, com capacidade para outras tantas pessoas.
Depois de atravessarmos esta "tenda", estamos no jardim propriamente dito: um espaço exterior que serve de separação visual e auditiva entre a zona dos comes e bebes e a zona do relax. Não explorámos muito esta zona, pois as salas que nos estavam destinadas eram muito perto da entrada.
A primeira parte da nossa sessão consistia numa massagem Ayurvédica para os dois. É "uma vigorosa massagem que estimula os músculos e a circulação, libertando as toxinas presas aos músculos e tecidos. Através de toques profundos com as mãos, a Massagem Ayurvédica propicia um realinhamento postural, alívio de tensões (por vezes crónica) no corpo físico, fortalece o sistema imonológico, e tem efeitos anti-stress e anti-depressivos."
Música relaxante, muito pouca luz (toda à base de velas), cheiro a canela, e porrada em tudo quanto é músculo e tendão, durante uma hora inteira. Exactamente o que estávamos a precisar.
Depois da "tareia", e visivelmente mais descontraídos, seguiu-se o jantar, que incluia entrada, prato principal, sobremesa, café e uma bebida por pessoa. Pode-se escolher o que se quiser do menu, não há restrições ao tipo de entrada/prato, como em alguns restaurantes.
Na mesa estavam uns pães, para comer como se quisesse. Nós decidimos atacar os molhos que estavam ao lado: Tofu com hortelã, Beringela picante (o favorito, até acabámos com ele), e mais um que não me lembro o nome (era cor-de-rosa, e a meu ver, o que menos gostei).
Para entrada, uns cogumelos recheados com espinafres e queijo para "ela", e uns Pakora (panados de vegetais e especiarias) para "ele".
O prato principal foi do melhor que já comi. Bife à Parmegiana: "Bife de seitan panado, coberto com um delicioso molho de tomate e gratinado com queijo mozzarela. Acompanha com puré de batata e salada".
Três palavras: Di, vi, nal!
Para ela, uns Canelonni: "Recheados com um delicioso creme de milho, com espinafres, pimentos, soja, alho francês e ricota. Gratina com molho Bechamel e Queijos Mozzarella e Roquefort. Acompanha com salada".
Também muito bons, mas o meu estava melhor... digo eu!
Para acabar em beleza, Cheesecake de Lima, e Crumble de Maça e Ameixa com gelado. São tão bons como o nome dá a entender.
É assim que a comida vegetariana deve ser!
Concluindo: Massagem excelente, jantar ainda melhor. No fim, já estávamos a pensar: temos de trazer cá esta e aquela pessoa, e mais aquela, e a outra também, e mais estes, e não nos podemos esquecer dos outros...
Na ementa, o preço por prato ronda os 9/10€, o que é bastante aceitável. Uma refeição completa deve andar por volta dos 20€.
Link para quem quiser coscuvilhar: Jardim doSentidos
Nota final:
Não sou vegetariano, nem estou a pensar em tornar-me um. Quem me tira a carninha tira-me tudo.
Eu vejo a comida vegetariana não como uma alternativa, mas como um complemento da cozinha "normal". Até já cozinhei pratos vegetarianos em casa, e ficaram muito bons. Para mim, está ao nível da comida chinesa, japonesa, indiana, italiana, etc. É óptima para variar, e se for como a que comemos neste restaurante, para repetir até fartar.






